sábado, 2 de abril de 2011

Dia do Autismo

Olá pessoal! Hoje é dia do autismo e gostaria de postar aqui uma reportagem que li no jornal Gazeta do Povo de hoje. Esclarece um pouco mais sobre a Síndrome de Asperger, características, mostra exemplos e dá sugestões de filmes - nosso tema do post de ontem, cinema - sobe o assunto.

"Tipo de autismo tem sintomas camuflados"

A empresária Tatiana Souza, 38 anos, não sabe dizer quantas vezes ouviu na rua que era para ela procurar a Super Nanny, a personagem do programa de tevê que tenta colocar nos eixos os filhos mais temperamentais. A indicação era motivada pelo comportamento do Vicente, 9 anos, que sofre de autismo. Dentro do ônibus, ele não conseguia ficar muito tempo quieto, gritava e causava espanto em quem estava por perto. “Às vezes eu conseguia falar que ele não era mal-educado, que tinha dificuldades, mas na maioria das vezes não dava nem tempo de falar nada”, conta Tatiana.

Ela mesma custou a acreditar que Vicente fazia parte dos quase 70 milhões de pessoas (dado da Organização das Nações Unidas) que vivem sob as dificuldades do transtorno invasivo do comportamento. O filho já tinha 5 anos quando ela conheceu o nome síndrome de Asperger, que dentro do espectro autista está do lado oposto ao do autismo severo. “Ele evitava brincar com outras crianças, não falava e se jogava no chão de cabeça quando contrariado. Mas era carinhoso, adorava colo e gostava de se relacionar com pessoas”, diz.

A visão clássica do autismo é a daquele indivíduo que fica alheio a tudo, sentado no canto, se balançando para frente e para trás. Embora essas características possam estar presentes em casos severos da doença, aliado à deficiência mental, com a sín­drome de Asperger as características são outras. Um asperger costuma ter pouco ou nenhum comprometimento cognitivo ou de linguagem e há quem os chame de “anjinhos”, por carregarem por toda a vida uma ingenuidade que chega a prejudicá-los no convívio social.

De acordo com o psiquiatra Estevão Vadasz, especializado em autismo, o asperger é aquele que não tem retardo mental, mas encontra as dificuldades nas mesmas áreas do autismo clássico: linguagem, socialização e imaginação. “Eles podem chamar a atenção por terem um vocabulário muito rico e por serem muito apegados a regras gramaticais. Mas também po­­dem ser tidos como desengonçados, esquisitões e excêntricos. Quase todos sofrem bullying desde a escola primária até a chegada ao ensino médio”, explica o médico, que coordena o Progra­ma de Transtornos do Espectro Autista do Instituto de Psiquia­tria do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC).

Aceito pelos colegas da escola e cursando a 4.ª série em uma vaga de inclusão, hoje o comportamento de Vicente surpreende quem o conheceu em seus primeiros anos. Além de frequentar uma clínica particular especializada em autismo duas vezes por semana, o garoto faz aulas de teatro e participa de uma oficina de história em quadrinhos, de onde saíram desenhos recentemente premiados. A mãe conta que o perfeccionismo do filho ainda traz muitos problemas, mas que pouco a pouco ele se revela mais flexível consigo mesmo. “Para mim é claro que ainda terei muito trabalho com ele, mas não tenho medo do futuro ou dos desafios. Tenho tempo para aprender e vou fazer o que for preciso para ajudá-lo”.

Vida social

“Se um garoto é asperger aos 12 anos, também será asperger aos 60. Mas dependendo da idade, ele vai precisar de diferentes intervenções. O quadro depende principalmente do investimento feito ainda na infância. É por isso que hoje se busca a intervenção precoce e a descoberta do autismo ainda em bebês”, explica o Vadasz.

Quando Leonardo nasceu, há dez anos, Claudia Prado percebeu que havia algo estranho já nos primeiros dias de vida do filho. Os testes de reflexo feitos em recém-nascidos não tinham o resultado esperado e o menino apresentava atrasos em várias etapas do desenvolvimento. Leonardo começou a falar aos 4 anos e aos 6 teve o diagnóstico de síndrome de asperger, depois de passar por muitos especialistas. “Ele frequenta o 5.º ano e tem notas ótimas. Sua característica asperger aparece principalmente quando ele começa a falar em um assunto que o interessa. Se torna repetitivo e isso incomoda as outras crianças. Também é muito sincero e chega a ser inconveniente”, conta Claudia.

Todas as quartas-feiras, Vadasz coordena o grupo de cerca de 60 jovens que se reúnem no ambulatório do HC de São Paulo para melhorar suas habilidades sociais. Os aspergers têm muita dificuldade em encontrar emprego, pois ainda não contam com os benefícios e vagas especiais como as destinadas a pessoas com deficiência mental. Casar-se é um desafio ainda maior. “Não conheci ninguém que tenha o diagnóstico de asperger e tenha se casado”, conta."

Acesse: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1112183&tit=Tipo-de-autismo-tem-sintomas-camuflados

Até

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Plano de aula: cinema

Olá! Estou escrevendo um roteiro de objeto de aprendizagem - que numa próxima ocasião comentarei mais especificamente o que é e qual a sua função - sobre arte e cultura. Estamos vindo de uma série (no total são 4 objetos) no qual abordei arte e cultura relacionados às Sete Artes. Muitas foram as leituras e ligações feitas, até que chegamos a esse último tema: cinema.

Final de semana também lembra filmes... é hora de dar uma descansada, curtir a família e um dos programas mais escolhidos é "cinema em casa". Bacia de pipoca e refrigerante, um chocolatinho apra arrematar e pronto! A festa está feita!


E isso pode acontecer na sua sala de aula também. Que tal aproveitar esse final de semana para planejar uma aula diferente? Escolha um filme - já indiquei alguns aqui no blog - de sua preferência e que esteja adequado à série/disciplina que você leciona, por exemplo, Vulcano ou Twister para Geografia e Ciências; A onda ou Valquíria para História; Um sonho possível para Educação Física... as possibilidades são infinitas!


Atenção: assista ao filme antes de exibi-lo na sua classe para se certificar de que não não contém cenas inadequadas!


Leve pipocas ou pequenos lanches (como mini cachorro-quente, esfiha, biscoitos, sanduíches), suco ou refrigerante e coloque seus alunos para assistirem ao filme. Os professores de português podem utilizar filmes com várias temáticas, inclusive as citadas acima, pois pode trabalhar produção e interpretação de texto, análise do discurso, estilos de linguagem entre outros vários conteúdos. Deixe-os livres para sentarem em grupos, no chão ou em cima das carteiras, como quiserem. O que importa é que sintam-se à vontade e prestem atenção ao filme. Caso não seja possível assistir ao filme todo de uma vez, divida-o em partes. Procure parar em trechos que gerem expectativa para a continuidade. Analise o trecho assistido com os alunos. Busque retirar informações deles quanto à opnião sobre o que assistiram até o momento, o que eles esperam de continuidade, qual a linguagem utilizada, se eles tomariam as mesmas decisões que os personagens...


Essa primeira parte pode ser apenas debatida verbalmente com o grupo. Depois de finalizar o filme, um debate sobre todo o filme é interessante. Caso haja necessidade de ter uma avaliação escrita, redações, novos roteiros com novos finais, histórias em quadrinhos entre outras possibilidades podem ser criadas.


O objetivo maior é fazer a aula mais dinâmica e próxima da realidade dos alunos, para levar a teoria à vida diária. Por isso, os filmes devem ser de interesse tanto dos estudantes quanto da disciplina. Cada disciplina deve debater aspectos do conteúdo da ementa escolar.


Bom filme e bom final de semana!


Até