segunda-feira, 12 de julho de 2010

Eu sou professor sim, e daí?

Bom dia pessoal!

Como foram de final de semana?

Começo esta semana com uma frase que li na revista Nova Escola, na seção Fala, Mestre!

“O professor é uma condição essencial para garantir a qualidade da Educação. Por isso, ele precisa de jornada justa, boa remuneração, bibliotecas, vídeos, computadores, quadras e formação permanente. Ninguém pode parar no tempo. Com boas condições, a qualidade evolui.” Rubens Barbosa de Camargo, Nova Escola, Abril de 2010.

Ontem mesmo, acredito que alguns tenham assistido, passou no Fantástico uma reportagem sobre a falta de professores de exatas e biológicas nas escolas brasileiras. Além disso, mostraram o valor do salário dos professores e sua carga horária. E com as notas divulgadas do Ideb, precisamos estar atentos a estas situações.

Já falamos por aqui sobre salário do professor. Como na frase acima, retomando também o que havia sido falado aqui no blog (clique aqui e relembre), de nada adianta se o salário aumentar e o professor não buscar uma formação permanente. Primeiro passo é a consciência da importância de seu papel na sociedade.

Por que um médico é mais importante que um professor? Por que um engenheiro é mais importante que um professor? E os analistas de informática, arquitetos, advogados...? Só um lembrete: essas profissões existiriam sem os professores? Todos passam pela escola, e mesmo pela faculdade, aprendem suas profissões com quem? Por osmose?

Jornada justa – o que seria isso para um professor? Seria poder dar aulas de qualidade, ganhando um bom salário (para não precisar fazer dois ou mais turnos) e ter um espaço em sua semana de trabalho para planejar aulas, sem precisar fazê-las em casa.

Bibliotecas, vídeos, computadores e quadras, tudo isso é infraestrutura e obrigação do estado. Não há dinheiro para isso? Ok, vamos juntas a comunidade, entrar em contato com grandes empresas que possuam fundos sociais, só o que não se pode fazer é ficar parado! (Você pode rever a matéria publicada aqui no blog sobre como montar uma biblioteca clicando aqui.)

A educação pode e deve melhorar, mas precisamos começar a sair da posição de vítimas para a posição de chefes de nossas carreiras – e fazer ser uma carreira de fato! -, passamos à posição de líderes da sociedade. Precisamos pensar mais pra frente, ir mais longe, nos impor energicamente; precisamos ser autoridade (lembrando da grande diferença entre ter autoridade e ser autoritário)!

Vamos começar a pensar diferente?

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Estamos juntos novamente!

Olá pessoal! Quanto tempo! Espero que estejam todos bem e com saudades do nosso blog : )

Como deixei no último post, teremos muitas novidades. Vocês entram em férias e eu volto pra cá para poder conversar novamente com vocês, trocarmos experiências, conteúdos... enfim, viver educação.

Bom, as primeiras mudanças já começaram, como você bem podem notar. Nosso blog está de cara nova, eu estou de cara nova (rs) e o que vem por aí - não vou contar tudo de uma vez - também será novidade por aqui. Essas vamos implementando aos poucos, mas precisava vir dar um "oi" pra vocês.

E, para recomeçar, vale lembrar que nunca é tarde para começar de novo, que todo dia é uma nova oportunidade, que podemos mudar e fazer coisas melhores hoje e amanhã e sempre. Você está pronto? Recarregue as baterias durantes seus dias de folga por aqui. Feliz ano-novo!

Receita de ano novo - Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Até!