sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Frases para reflexão

"Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito."
Aristóteles

"Descobri como é bom chegar quando se tem paciência. E para se chegar, onde quer que seja, aprendi que não é preciso dominar a força, mas a razão. É preciso, antes de mais nada, querer."
Amyr Klink


"Amor é como a natureza, grande principalmente nas coisas pequenas."
Julio Machado

"Um coração alegre faz tão bem quanto os remédios."
Sabedoria Oriental


"A total ausência do senso de humor torna a vida impossível."
Colette



Bom final de semana!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Nem tudo muda o tempo todo

Eu, como admiradora de Línguas, principalmente da Língua Portuguesa, e por trabalhar com ela todos os dias, tenho que estar sempre a par das "novidades" como a reforma ortográfica ou até curiosidades, como esta, que nos auxilia a conhecer melhor vários idiomas.

Palavras "eu" e "nós" eram usadas há 40 mil anos, diz estudo

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1019285-5603,00-PALAVRAS+EU+E+NOS+ERAM+USADAS+HA+MIL+ANOS+DIZ+ESTUDO.html

26/02/09 - 14h27 - Atualizado em 26/02/09 - 14h42

Cientistas da Universidade de Reading, na Grã-Bretanha, acreditam que palavras como "I" e "we" ("eu" e "nós" em inglês, respectivamente) já eram usadas há cerca de 40 mil anos. Entre outros termos que estariam entre os mais antigos da língua inglesa também figuram "two" ("dois") e "three" ("três").

Os pesquisadores usaram um supercomputador IBM para analisar a taxa de mudanças das palavras ao longo do tempo e dizem que podem, inclusive, prever termos que têm chances de serem extintos. Segundo eles, fazem parte deste grupo palavras com múltiplos significados e usos, como "squeeze" ("espremer" ou "aperto"), "guts" ("tripas" ou "coragem") e "bad" ("mal", "mau" ou "ruim", entre outras traduções).

Os cientistas descobriram que na raiz da pesquisa está um léxico de 200 palavras que representam conceitos que não mudaram ao longo do tempo ou de país para país. "Temos listas de palavras que linguistas produziram e que nos mostram que, muitas vezes, dois termos em línguas relacionadas são, na verdade, derivadas de um ancestral comum", explicou à BBC Mark Pagel, biólogo especializado em evolução da Universidade de Reading. "Temos descrições de como as palavras mudam, e essas descrições podem ser transformadas em uma linguagem matemática", explicou.

Usando o supercomputador, eles rastrearam as relações conhecidas entre as palavras para desenvolver estimativas da época em que um termo ancestral se divergiu em duas línguas diferentes. Em seguida, integraram o resultado em um algorítimo que produz uma lista de palavras relevantes em uma determinada data. "Você escolhe uma data no passado ou no futuro e o computador fornece uma lista de termos que teriam mudado ou que ainda vão mudar", afirmou Pagel.

"Dessa lista, você pode tirar um pequeno guia de palavras que poderia usar se quisesse conversar com Guilherme, o Conquistador (rei da Inglaterra de 1066 a 1087), por exemplo", disse.

"Muitas coisas que dizemos hoje, ele não entenderia. Palavras como "big" ("grande"), "bird" ("pássaro"), "heavy" ("pesado") e "here" ("aqui")."

Segundo o cientista, o vocabulário usado naquela época vinha de uma raiz diferente daquela que originou algumas palavras do inglês moderno.

Os pesquisadores também descobriram que quanto mais uma palavra é usada, menor sua variação ao longo do tempo. Isso explicaria os motivos da "resistência" dos pronomes e números.

"Os sons usados para pronunciar essas palavras eram os mesmos usados por todas as pessoas que falavam os idiomas indo-europeus ao longo da História", explicou Pagel.

"Quando conversamos uns com os outros, é como se estivéssemos em um grande jogo de 'telefone sem fio'. Mas de alguma maneira, nosso idioma consegue reter sua fidelidade."

Cargos e funções dentro da escola

No mínimo, são 14 os cargos que devem existir dentro de uma escola de boa qualidade. Gestor, você sabe quais são e suas funções?

1 - Diretor-geral: profissional formado em Administração. O ideal seria que tivesse alguma formação em Pedagogia também, pois a direção da escola precisa respeitar os dois âmbitos. Para exercer a direção administrativa é importante que o gestor veja a escola como uma empresa, seja um administrador e empreendedor. Ou seja, apresente idéias inovadoras e seja flexível para receber palpites de outros membros da equipe.

2 - Supervisor pedagógico: cabe a ele encontrar uma maneira eficaz de integrar essas ações ao cotidiano escolar de modo que não existam dúvidas ou problemas posteriores. Durante a implementação das inovações, o supervisor pedagógico também trabalha como mediador do processo.

3 - Coordenador de esportes e cultura: a coordenação cultural e esportiva é a responsável pelos contatos com outras instituições, pela formação de equipes esportivas e grupos de canto, teatro e dança da escola, assim como a inscrição destes em eventos interescolares.

4 - Orientador educacional: formado ou pós-graduado em Pedagogia, seu trabalho consiste em auxiliar o aluno para melhor integração na escola, na família e na vida social. É o orientador que oferece apoio ao estudante, para que ele desenvolva seu autoconhecimento e seu lado emocional. Ele também se responsabiliza pela observação do processo ensino-aprendizagem dos estudantes.

5 - Psicólogo escolar: profissional formado em `Psicologia. É o responsável pelo atendimento de alunos com problemas de aprendizagem, comportamento e relacionamento dentro da escola. Aconselha esses estudantes – e também professores em momentos mais conturbados – dando ferramentas para que desenvolvam suas aptidões e capacidades plenamente.

6 - Professores: elemento fundamental dentro da instituição escolar, cabe ao corpo docente educar os alunos para a vida, dando exemplos de conduta e atitude na resolução de conflitos, sempre que isso se fizer necessário.

7 - Secretário: ele auxilia na parte administrativa; conhece tudo o que a escola oferece, qual a capacidade de atendimento, número de alunos, professores e de turmas, valores de mensalidades, conhece todos os profissionais que trabalham nela e pode informar qual a função, horário de atendimento e sala de cada um. Também se responsabiliza por organizar boletins, informativos e quadros de avisos. Precisa estar apto a atender ao público interno e externo de maneira satisfatória.

8 - Faxineiro: deve respeitar normas de higiene da vigilância sanitária, conhecer os horários em que pode entrar em cada ambiente de modo a não interferir no dia-a-dia dos usuários nem provocar acidentes. Precisa contar com produtos atóxicos ou utilizar equipamentos de segurança.

9 - Nutricionista: responsável pelo balanceamento da merenda ou do lanche escolar. Cabe à nutricionista organizar o cardápio da escola, verificar as condições de higiene no preparo dos alimentos e organizar bate-papos com alunos e professores sempre que for possível para implementar uma cultura de educação alimentar saudável.

10 - Cozinheira: profissional que deve ter um curso técnico de culinária. É responsável pelo preparo dos alimentos.

11 - Bibliotecário: tem qualificação para organizar toda a biblioteca de maneira virtual e pode fazer campanhas e visitas às salas de aula para chamar a atenção de alunos e professores para a importância da leitura, da pesquisa e do conhecimento de autores e obras.

12 - Inspetor: orienta estudantes sobre regras e procedimentos, regimento escolar, cumprimento de horários; ouve reclamações e analisa fatos. Organiza o ambiente escolar como um todo.

13 - Segurança: profissional que deve passar por treinamento em empresas especializadas em segurança. Cabe a ele permitir ou não a entrada de pessoas estranhas nas dependências da escola, bem como ficar atento durante os horários de entrada e saída dos alunos.

14 - Enfermeiro: deve ser graduado em Enfermagem e tem como função atender alunos e professores que se sintam mal. Cabe a ele medicar e encaminhar o paciente para o pronto atendimento em um hospital, quando necessário. Para isso, a escola deve dispor também de convênio com alguma empresa de atendimento médico.

Este meu texto faz parte do booklet Administração Escolar, um dos livros da coleção Biblioteca do Professor, publicado pela Humana Editorial. Ele é uma adaptação de uma matéria publicada na revista Profissão Mestre.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Carnaval 2010

O post de hoje é com uma música que eu só conheci porque meu Grégori não pára de cantar. Agora sempre lembro dela e faz todo sentindo hoje...

Chico Buarque - Quando o Carnaval Chegar

Quem me vê sempre parado, distante garante que eu não sei sambar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando não posso falar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo as pernas de louça da moça que passa e não posso pegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Há quanto tempo desejo seu beijo molhado de maracujá
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me ofende, humilhando, pisando, pensando que eu vou aturar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar
ô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo a barra do dia surgindo pedindo pra gente cantar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tenho tanta alegria adiada, abafada, quem dera gritar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Uma boa notícia

Não posso deixar de comentar esta notícia ótima que saiu no www.oglobo.com.

"Crescimento excepcional de árvores reduz aquecimento global, diz estudo

RIO - A natureza está dando uma ajuda inesperada contra o aquecimento global. Estudo britânico confirmou que as árvores das regiões tropicais vêm crescendo de forma excepcional nos últimos 40 anos e que isso reduz o efeito estufa causado pelas mudanças climáticas. Como elas estão maiores, absorvem 20% mais emissões de gases, segundo artigo publicado na revista "Nature". A descoberta reforça a necessidade de proteger as florestas.

Cientistas da Universidade de Leeds usaram dados de 250 mil árvores de matas tropicais de 20 países (70 mil na África) nas últimas quatro décadas. Elas removem 4,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera por ano, a quinta parte das emissões resultantes da queima de combustíveis fósseis.

Pesquisadores não sabem por que as árvores estão ficando maiores e absorvendo mais carbono. Eles suspeitam que o CO2 - um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global - adicional pode estar servindo de fertilizante."

Eu sei que muitos professores já fazem sua parte, mas que tal incentivar ainda mais os alunos a plantarem mudas de árvores na escola, em casa, na praça, com esta informação? Além de eles serem incentivados a lerem mais jornais para estarem a par das "novidades" do mundo, cria uma consciência de que cada um fazendo sua parte, o mundo pode, sim, melhorar.

Fica aí a dica.

Foto: Priscila Conte

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Cirque du Soleil no Brasil em 2009!



Esta imagem eu retirei do site oficial do Cirque du Soleil, achei maravilhosa e (como bem disse minha irmã) representa muito de mim neste momento. O Jornal Virtual está circulando por vários cantos do mundo: além de todo o Brasil, alcançamos Angola, Portugal, Moçambique, Argentina, Austrália, Tóquio... esses de quem eu recebi e-mails.

Além do JV, o Educação 2009 - que eu tive o imenso prazer de produzir da ideia à pesquisa, dos contatos à arte - contou com a participação de pessoas de vários países também: Cuba, Alemanha, Finlândia, Argentina, Itália, Angola, Portugal, Canadá.

Estou me sentindo "no mundo"... e está imagem é perfeita!

Fora tudo isso, o fato mesmo que me fez chegar a esta imagem foi uma notícia de que o Cirque estará de novo no Brasil, agora com o espetáculo Quidam. Confira:

"Quidam: um transeunte sem nome, uma figura solitária numa esquina da rua, uma pessoa a passar apressadamente. Podia ser qualquer um. Alguém a chegar, a partir, a viver na nossa sociedade anónima. Um elemento na multidão, um entre a maioria silenciosa. Aquele dentro de nós que grita, canta e sonha. É este o "quidam" que o Cirque du Soleil celebra.

Uma jovem rapariga enfurece-se; ela já viu tudo o que há para ver e o seu mundo perdeu todo o significado. A sua raiva despedaça o seu pequeno mundo e ela encontra-se no universo do Quidam. A ela junta-se um companheiro alegre, assim como outra personagem, mais misteriosa, que vai tentar seduzi-la com o maravilhoso, o inquietante e o aterrador." Cirque du Soleil - http://www.cirquedusoleil.com/CirqueDuSoleil/pt/showstickets/quidam/intro/intro.htm

Eu assiti o Saltimbanco no Rio em 2007 e fique muito emocionada. Em 2008, não pude ir ver o Alegria, mas tenho o DVD e CD em casa. Agora, que venha o Quidam!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Hoje tem festa? Tem sim, senhor!

Além de propiciar momentos de lazer e aprendizado, os eventos escolares também trazem as famílias dos alunos e a comunidade para dentro de seus muros, e atitudes como essa ajudam a difundir a imagem da escola. E, para isso, é preciso tomar algumas medidas para que tudo saia “como manda o figurino”.

A curto prazo

As primeiras providências para a organização do evento são:

  • Escolher o tema e o objetivo.
  • Definir a data.
  • Definir o público-alvo (apenas alunos, pais, comunidade, outras escolas).
  • Definir tarefas e responsabilidades entre o pessoal operacional.
  • Verificar a possibilidade de um patrocínio, apresentando a ideia do evento a órgãos não-governamentais, entidades e instituições.
A médio prazo

Antes da realização do evento, as seguintes providências deverão ser tomadas:

  • Divulgar o evento.
  • Providenciar prêmios para os participantes e brindes para serem sorteados entre o público presente.
  • Ensaiar os números ou as atrações que serão apresentadas.
  • Verificar como será oferecida a alimentação ao público (é preciso certificar-se de que a cantina da própria escola suporta o evento. Caso contrário, será necessário terceirizar o serviço).
  • Montar um programa-horário, uma tabela de jogos ou elaborar as tarefas que serão executadas pelos participantes.

A longo prazo

São providências anteriores ao evento que possibilitarão a sua realização:

  • Verificar o local onde será realizado o evento. Se ele comporta espaços para alimentação, circulação de pessoas, recreação, primeiros-socorros, entre outras coisas.
  • Contatar e contratar aparelhagem de som.
  • Confeccionar uniformes ou crachás para o pessoal operacional.
  • Listar o material a ser adquirido para a montagem do evento.
  • Convidar grupos artísticos.
Este meu texto faz parte do booklet Administração Escolar, um dos livros da coleção Biblioteca do Professor, publicado pela Humana Editorial. São várias dicas, que vou publicando aqui aos poucos.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Aula Criativa de Ortografia

Uma professora de Português me pediu para dar uma aula de ORTOGRAFIA com metodologia criativa porque ela não tinha ideia de como seria essa aula. Dizia que achava muito difícil ensinar gramática... criativamente; que ela era muito importante nos processos seletivos, mas já estava quase desistindo de ensinar a ortografia com todas as suas regras porque os alunos não decoravam. Escreviam tudo errado como se estivessem no 1º ano e não no 8º. Respondi que eu poderia dar essa aula, não só falando, mas, sim, trabalhando na sala de aula com os alunos, pois eles eram o meu laboratório. Depois ela faria a avaliação da metodologia criativa e poderia recriar tudo, de acordo com a sua individualidade. Então, lá fomos nós ao 8º ano D, que era uma turma em que eu dava aula.

A proposta criativa era o desenvolvimento da percepção auditiva – a professora de Português não entendeu, pois havíamos combinado que o assunto seria ORTOGRAFIA. Coloquei uma música no aparelho de som e cada aluno tentaria copiar no caderno pedaços dos versos, das palavras ou de qualquer coisa ligada ao poema. Depois, tentaríamos montá-lo na lousa, cada um ajudando da melhor forma possível.

Então surgiu a primeira surpresa: o exercício de atenção, concentração e percepção auditiva foi tão grande que a professora de Português ficou espantada. Mas ainda permanecia a dúvida: onde estava a aula de ortografia?

Terminada a audição, eu escrevi na lousa o título da música e o nome do autor. Um aluno escreveu o começo do primeiro verso, outro pegou algumas palavras do meio, outro pegou um pouco do fim... Na segunda audição, todos os alunos estavam com as antenas superligadas na aula, voltaram na lousa e quase conseguiram montar o poema inteiro.

Novo exercício de percepção, audição, e finalmente conseguiram escrever o poema inteiro. Nesse momento, a música já tinha sensibilizado toda a turma e todos estavam muito motivados para cantar e dançar.

E a atividade continuou de forma lúdica. "Agora nós vamos brincar que somos cantores e que nosso coral está ‘arrasando’. Ao mesmo tempo, vamos observar que nos enganamos na ortografia de algumas palavras. Quem quiser poderá ir consertar na lousa e organizar os versos.”

O coral foi uma beleza e os alunos cantavam com expressão facial e corporal, libertando seus braços e suas emoções. E a ortografia ficou perfeita.

Tudo corrigido, pelos próprios alunos, começamos o "jogo de associação de ideias". Um aluno escreveria na lousa lateral uma palavra do poema e os colegas acrescentariam outras de difícil ortografia, fazendo associação de ideias. Um aluno soletraria em voz alta e a classe toda faria um coro falado, soletrando cada palavra duas vezes, como exercício de ritmo e fixação. Na primeira vez, o coro falaria bem baixinho e na segunda, mais forte.

Proposta para a próxima aula: pesquisar em casa, no livro de Português, palavras de difícil ortografia e significado, escrever em folhas de papel, com canetas coloridas, criar frases afetivas e humorísticas com elas e apresentá-las para os colegas, organizando um mural. Além disso, poderiam apontar uma palavra do mural e explicar a regra de ortografia. Para fixar mais, um aluno falaria uma regra e os colegas mostrariam as palavras do mural (ou de cabeça) que encaixassem naquela regra.

Encerrando, o coral cantaria novamente com expressão corporal, de costas para o poema escrito na lousa, tentando desenvolver a memória visual. Em uma folha de papel poderiam escrever as emoções sentidas e porquê essa aula foi importante para sua vida.

AVALIAÇÃO FEITA PELOS ALUNOS (objetivos atingidos) - Aprendemos a nos concentrar, trabalhar em grupo, respeitar a correção do colega, cantar em conjunto sem inibição ou exibicionismo, trabalhar com a ortografia das palavras e com os versos de um poema admirando a criatividade, a sensibilidade do compositor, do interprete, o ritmo, a emoção causada pela música, o poder das palavras, dos versos, e que gramática não é bicho-de-sete-cabeças. Fazer pesquisas e trabalhar em grupo cria motivação e laços afetivos.

AVALIAÇÃO DA PROFESSORA DE PORTUGUÊS - Nunca vi um trabalho tão produtivo, tão simples, tão criativo, tão educativo, tão lúdico como este e com resultados maravilhosos. Os alunos aprenderam muito e o professor apenas coordenou a atividade, motivou e acreditou nos alunos, que ficaram encantados com a música, o coral e a aula de ortografia. Depois de uma aula assim, tenho certeza de que eles estarão sempre atentos à forma correta de escrever uma palavra ou um texto.

MINHAS CONCLUSÕES - Em educação criativa quem trabalha não é o professor, é o aluno, que sai da aula cansado, cantando e feliz por ter percebido o quanto produziu, consciente de ter crescido.

Penso que isso é EDUCAÇÃO, não MEMORIZAÇÃO DE REGRAS e que educar não é PREPARAR PARA O VESTIBULAR, mas, sim, PREPARAR PARA A VIDA.

Os processos seletivos (vestibulares) não podem ser o objetivo da educação, mas, sim, uma maravilhosa consequência de uma escola que fortalece tanto seus alunos para que eles passem nestes exames naturalmente, sem opressão.

Este texto é de minha amiga, grande professora e escritora, que trabalha com a Educação Criativa desde 1970, Glorinha Aguiar. Ela lecionou em escola pública durante 30 anos, com um laboratório humano de mais de mil alunos por semana.
Para contato, glorinhaaguiar@uol.com.br

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Distúrbios de aprendizagem - Dislexia

Um texto da pedagoga, especialista em Educação, mestre em Bioética, com curso de formação em Dislexia pela ABD, Fernanda Carvalho, para nos falar um pouco mais sobre o tema. Acompanhe.

Nem melhores, nem piores: disléxicos!

A palavra dislexia, de origem grega (dyz. - não e lexia - ler), designa um conjunto de dificuldades na aquisição da linguagem (na leitura, escrita e concentração) e atinge cerca de 5% a 17% da população mundial.

Ela não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição socioeconômica baixa ou déficit intelectual; nem pode ser considerada uma doença.

Até agora, os pesquisadores ainda não determinaram suas causas precisas, mas já se sabe que ela tem ligação com a hereditariedade, que há maior incidência em meninos e que ela é responsável por alterações no padrão neurológico, levando a dificuldades na leitura, compreensão, decodificação e interpretação de textos. Crianças disléxicas, muitas vezes, têm pais, tios ou avós com o problema.

São sintomas da dislexia na infância: atraso para andar e/ou falar; dificuldade para memorizar músicas infantis; pintar ou desenhar fora do limite estipulado; dificuldades em separar sílabas e lidar com os sons na fala; não decorar a tabuada; letra feia e de difícil compreensão; dificuldades na lateralidade; lentidão na leitura e interpretação de textos.

Por desconhecimento e pela nomenclatura soar como “nome de doença”, o termo dislexia causa medo ainda hoje especialmente entre os pais que acreditam ser ela a causadora de danos irreparáveis à vida e ao desenvolvimento de seus filhos, o que não é verdade.

O distúrbio pode ser percebido por pais, professores ou profissionais especializados já na fase de alfabetização, mas alguns sintomas podem ser notados antes mesmo de a criança ir para a escola. Uma vez identificada, seu diagnóstico é multidisciplinar e feito por exclusão.

Muitas pessoas apresentam problemas durante toda a vida escolar, sendo rotulados e até desistindo de estudar; convivem com o problema sem saber o porquê dos constantes erros de português ou da leitura ser tão ruim. Descobrir-se disléxico geralmente é um alívio, tanto para a pessoa quanto para seus familiares.

Não há cura, mas se identificada precocemente, na infância ou adolescência, seu tratamento é mais fácil, o paciente pode até obter “alta” da fono ou psicopedagoga. Já na idade adulta, normalmente além do tratamento usual, é comum o encaminhamento para terapia, pois os danos à auto-estima de quem a possui são bastante significativos.

A dislexia está em evidência no horário nobre global, na novela “Duas caras”, onde a personagem Clarissa, disléxica, vivida pela atriz Bárbara Borges, luta para entrar na faculdade de Direito e para isso conta com a ajuda de sua mãe.

O final feliz de Clarissa está longe de ser irreal, pois pesquisas sobre o assunto comprovam que ser disléxico não é sinônimo de ignorância ou de dificuldades de aprendizado em todas as disciplinas. Se trabalhado adequadamente, ele pode não apenas se dar bem na escola como os demais alunos, mas até se destacar em alguma área em especial.

Há exemplos de disléxicos famosos e bem-sucedidos nas mais diversas áreas: Tom Cruise, Orlando Bloom e Whoopi Goldberg (atores); Agatha Christie (escritora); Pablo Picasso (pintor); Charles Darwin e Albert Einstein (cientistas); George Washington e Franklin D. Roosevelt (presidentes americanos); Cher (cantora), etc.

Orlando Bloom (ator) credita boa parte de seu sucesso à dislexia, pois por não se sair bem nos trabalhos escolares, mas muito bem em artes, escolheu a atuação como profissão. Ele sempre teve que trabalhar dobrado para chegar ao mesmo lugar que outras pessoas chegavam com muito mais facilidade, por isso “superprepara-se” até hoje para os testes e para a memorização/preparação de seus papéis.

Notem a falta de exemplos brasileiros entre os disléxicos famosos. Será que eles não existem aqui? Claro que existem, mas o conhecimento e o diagnóstico do distúrbio são ainda muito recentes por aqui.

Diante desta realidade, a iniciativa da Rede Globo em retratar o transtorno em uma novela, de forma séria e não estereotipada, é digna de aplausos, pois ainda há muita gente que desconhece o assunto e esse pode ser um dos caminhos de se dar maior visibilidade à dislexia, fazendo com que os telespectadores conheçam, entendam e sejam capazes de identificar os sintomas da dislexia, pois o conhecimento é o primeiro passo para a inclusão e o respeito ao disléxico.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Professor nota zero

Fiquei espantanda com uma das primeiras notícias do dia que li na Internet, cujo título é PROFESSOR NOTA ZERO. Como assim? Gilberto Dimenstein fala tudo no texto abaixo:

"Dos 214 mil professores que se submeteram à prova da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, 3.000 tiraram zero: não acertaram uma única sobre a matéria que dão ou deveriam dar em sala de aula. Apenas 111, o que é estatisticamente irrelevante, tiraram nota dez. Os números finais ainda não foram tabulados, mas recebo a informação que pelo menos metade dos professores ficaria abaixo de cinco. Essa prova tocou no coração do problema do ensino no Brasil, o resto é detalhe.

Como esperar que um aluno de um professor que tira nota ruim ou mediana possa ter bom desempenho? Impossível. Se fosse para levar a sério a educação, provas desse tipo deveriam ser periódicas em toda a rede (assim como os alunos também são submetidos a provas). Quem não passasse deveria ser afastado para receber um curso de capacitação para tentar se habilitar a voltar para a escola.

A obrigação do poder público é divulgar as listas com as notas para que os pais saibam na mão de quem estão seus filhos. Mas a culpa, vamos reconhecer, não é só do professor. O maior culpado é o poder público que oferece baixos salários e das universidades que não conseguem preparar os docentes. Para completar, os sindicatos preferem proteger a mediocridade e se recusam a apoiar medidas que valorizem o mérito.

O grande desafio brasileiro é atrair os talentos para as escolas públicas --sem isso, seremos sempre uma democracia capenga. Pelo número de professores reprovados na prova, vemos como essa meta está distante."

Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.

E-mail: palavradoleitor@uol.com.br

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Aprender sempre

"Aprendi que se aprende errando;
Que crescer nao significa fazer aniversário;
Que o silencio às vezes é a melhor resposta;
Que amigos conquistamos sendo nós mesmos;
Que os verdadeiros amigos estao conosco até o fim;
Que nao se espera a felicidade chegar,mas se procura ela;
Que quando penso saber tudo,ainda nao aprendi nada;
Que a natureza é uma das coisas mais perfeitas na vida;
Que amar significa se dar por inteiro;
Que apenas um dia pode ser mais importante do que muitos anos;
Que se pode conversar com as estrelas;
Que se pode confessar com a lua;
Que se pode viajar além do infinito;
Que sonhar é preciso e procurar realizar esses sonhos é ainda mais necessário;
Que se deve ser criança a vida toda".
Que nosso ser é livre!!!
Que Deus nao proibe nada em nome do amor;
Que o julgamento alheio nao é importante;
Que o que realmente importa é a paz interior".

Blandinne

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Atividade para alunos da 5ª série

Essa foi uma atividade muito proveitosa e que permitiu aos alunos interagirem entre si e conosco, professoras que estávamos em classe.

Qual era objetivo? Um livro. Sim, os alunos se dividem em grupos e todos participam do processo, desde fazer a históri até ilustrar e colar o caderno de histórias.

Você deixa os alunos livres para exercerem sua criatividade e interação com outros participantes da equipe (neste caso, seria bom fazer um sorteio para a formação dos grupos para haver a possibilidade de desmanchar as "panelinhas", assim, os launos conhecem melhor seus colegas e as outras aulas podem ocorrer de forma mais calma, particiativa e cooperativa).

Cada grupo escolhe um tema pertinente e depois precisa mostrar à classe seu trabalho.

Material básico necessário:
- folhas sulfite
- lápis de cor
- cola
- tesoura

É importante que você, professor, leve este material para classe (paa eventuais esquecimentos) e também solicite que os alunos o levem. Importante: a falta dos materiais podem acabar com o pocesso, pois o grupo que não o possuir ficará sem atividade (a não ser que você produza uma específica para este caso) e levará a atrapalhar os outros grupos, dispesando a turma toda e fazendo da sua aula uma grande dor de cabeça.

Fica ai uma dica simples, mas com grandes resultados.
Até

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Possibilidades positivas

Eu sei que prometi a atividade das crianças, mas é que lembrei deste meu texto e acho que para começar bem o final de semana, nada melhor. No próximo post, atividade criativa da 5ª série.

Agora, possibilidas positivas:

Para um futuro melhor, cada um deve fazer sua parte. E os professores são peças-chave nesse processo de busca. São eles que direcionam, mostram oportunidades, apresentam novidades, nos fazem enxergar que, dentro de cada um, existe um grande potencial, etc.

Muitas vezes, a realidade dura das escolas faz os “sonhos” para um futuro melhor irem por água abaixo. Alunos desinteressados; falta de respeito; violência na escola; falta de estrutura, tanto física como profissional; colegas desmotivados; salário baixo... a lista é grande.

Então, o que faz valer a pena educar? Os jovens que precisam de uma chance, que gostam de estudar e, muitas vezes, batalham para isso. A alegria nos olhos de quem passou num concurso concorrido, no vestibular, e finalmente está lá, com o tão sonhado canudo na mão, tendo a certeza de que se não fossem alguns professores que passaram por sua vida, talvez não tivessem chegado tão longe.

Também vale a pena ao ver pessoas com seus 40, 50 – ou mais – anos aprendendo a ler e a escrever seu próprio nome, a lista de compras do mercado, o nome do ônibus que pegaram a vida toda...

Vale a pena quando se recebe o carinho do aluno especial (seja qual for sua deficiência) por você estar ali com ele, fazendo com que ele sinta-se parte do mundo “normal”.

Vale ao chegar na escola e ter aquele abraço apertado, o desenho feito especialmente para a “tia”, a pessoa mais importante para ele – a professora das séries iniciais que ficam em nossa memória para sempre!

O texto a seguir, de Ralph Marston, foi especialmente escolhido para o dia dos professores. Para lembrar que sempre vale a pena...

“Existem tantas coisas maravilhosas esperando para serem feitas, e tantos problemas e distrações prendendo-nos. Na ausência de outras opções, temos a tendência de focar nos problemas. Eles sempre dão um jeito de entrar nas nossas vidas, muitas vezes sem nossa participação ativa.

Mas as possibilidades e oportunidades positivas podem ocupar muito mais nosso tempo se escolhermos esse caminho. Tudo que conseguimos na vida é alcançado a despeito de obstáculos, problemas e distrações.

Para cada problema difícil que surge, geralmente aparece também uma possibilidade positiva ainda mais forte. Faça com que seja sua missão pessoal encontrar essas possibilidades e aproveitá-las. A vida é um processo de avanços contínuos. Com toda sua capacidade, você não foi projetado para viver com o freio de mão puxado.

Faça a escolha de avançar. Não importa o que aconteceu no passado ou sua situação atual: o seu potencial continua existindo dentro de você.

Cabe a você escolher, a cada momento, todos os dias, se vai investir no seu potencial e nas possibilidades positivas da sua vida (ou não). Você escolhe.”

Professores, o nosso muito obrigado pelo empenho e luta para nos ajudarem a sermos pessoas melhores!

Com carinho,

Priscila Conte

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Atividades com imagem + texto



"É atravessando os rigores do inverno que o tempo chegou à primavera", Zálkind Piatigórsky

Mostre aos seus alunos, colegas de trabalho, familiares e amigos, ou até a um desconhecido na rua, que é preciso apreciar as chamadas pequenas coisas da vida. Qual é o valor que esta imagem tem? Trabalhe isto com seus alunos em uma atividade de interpretação visual e, a seguir, crie um texto com base nela.

Amanhã, uma experiência bem sucedida com alunos da 5ª série.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

É hora do show (de horror)

Já fiz um post aqui no ano passado sobre o Big Brother (http://priscilaconte.blogspot.com/2008/03/esqueci.html) falando da importância deste "jogo" para analisarmos os comportamentos humanos.

Contudo, o BBB9 está parecendo mais "Jogos Mortais" do que qualquer coisa. Desde s primeiros dias, me prendeu a atenção - diferente das outras edições. Por quê? Estava muito engraçado. Agora, o show de terrror foi ao extremo com o Quarto Branco! Acredito que, com a sede de audiência e sem querer que o jogo seja "manipulado" por participantes e telespectadores (que já sabiam o que poderia acontecer), a produção do programa está pegando pesado.

E não foi o só Quarto Branco, mas vários pontos que levarão os participantes a um colapso a qualquer momento, como quase aconteceu com Leonardo. E se o rapaz tivesse permaneido na casa? No tal quarto? A produção, a fim de obter audiência, o deixaria surtar? E os efeitos posteriores, como seriam tratados?

O programa está abalando não só o psicológico dos jogadores, mas também dos telespectadores. Outros pontos que acumulam "brutalidades mentais" aos que estão nesta casa:

- casa de vidro. Começou aí. 4 pessoas em exposição, fazendo "macaquices" para seus espectadores, fechadas num shopping, numa caixa de vidro. O que mais tem de errado será?

- comida racionada. Gente, CO-MI-DA???? Supererrado isso! Eles já não tinham um ambiente para se exercitar (mais um ponto!), ficam trancafiados (isso faz parte, como diria Bambam, o participante da sei lá qual edição) e ainda sofrem com falta de alimentação adequada?!

- gaiola de castigo. Num espaço minúsculo, onde nem se podia deitar, parecendo animais.

- quarto branco. Este sim me deixou boquiaberta. Um minissanatório, com suas paredes acolchoadas, todo branco, em que as luzes nunca se apagavem, sem janelas ou qualquer coisa onde se pudesse ver se era dia ou noite, sem ventilação (ar-condicionado não conta), sem espaço suficiente para caminhar, com os participantes vestidos com um tipo de camisa-de-força. Está bom ou precisa de mais?

O que será que pensam os familiares dessas pessoas? Será que vale tudo por 1 milhão?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Volta às aulas - Fevereiro 2009

Bom dia! Já é fevereiro. Mês do Carnaval, então mais alguns dias para curtir um descanso para alguns. Contudo, hoje algumas escolas voltam às aulas, e este é o momento primordial do ano escolar.

É agora que se cria empatia com os alunos novos, retoma-se o contato com os antigos, com os colegas de trabalho e com o diretor da escola.

Não esqueça de sorrir, agradecer por mais um ano de trabalho que se inicia. As férias foram boas e não dá vontade de voltar né?! Eu sei como é... mas tudo tem um lado positivo, pense sempre nisso!

Vá em frente! Obstáculos, "coisas chatas" para fazer, pessoas que nos fazem perder a paciência, alunos indisciplinados, trabalho e mais trabalho, etc. Tudo isso vai existir, é claro! Mas você vai ser recompensado com aquele aluno que aprendeu a ler e escrever com você lhe entregando um bilhetinho, um colega de trabalho que vai virar um grande amigo, uma turma enorme e agitadíssima que vai fazer você rir no dia que mais precisava disso, vai ver o sol da manhã brilhar no retrovisor do seu carro e vai poder pensar que "ainda bem que pude acordar cedo hoje".

A mensagem principal é: agradeça!

Boa volta!